sexta-feira, 9 de maio de 2008

ARTIGO - Qual a importância do Líder para a “sua” equipe?

Quando ouço as pessoas falando sobre liderança, confesso que fico em dúvida quanto ao meu entendimento sobre as suas reais intenções. Pelo que percebo, na maioria das vezes, este termo é utilizado ou para definir o “cargo” de alguém ou ainda para sintetizar uma série de informações e conceitos que, ao meu ver, pelo contrário, deveriam ser mais detalhados. Mas, a minha proposta neste momento não é a de estudar ou criticar as várias formas com que as pessoas vêm trabalhando esta questão. Eu gostaria de abordar a liderança eficaz, àquela que tem propósito, que efetivamente faz a diferença desde o início de qualquer projeto, que efetivamente cotribui, apóia e mostra os caminhos corretos que devem ser percorridos durante a sua evolução e que tenha a capacidade de concluir estes projetos da forma como foram planejados, ou seja: dentro dos prazos e dos orçamentos previstos e principalmente com os objetivos realizados.

A liderança que defendo, para muitos é utópica, mas posso garantir que este conceito é possível de ser praticado no dia-a-dia, em qualquer ambiente, não importando o tipo de negócio, o tamanho da empresa ou da equipe, nem mesmo o nível cultural das pessoas que formam essa equipe. Porém, para que se tenha sucesso na formação desta equipe, é fundamental que haja uma conscientização sobre a importância de se desenvolver, nas pessoas, conhecimentos e habilidades essenciais para se tornarem “integrantes da equipe”, seja como líder ou como liderado.

Um dos fatores fundamentais que dão à equipe escolar uma grande vantagem competitiva é o fato de a mesma ter todos os seus colaboradores não apenas preparados para assumirem as suas funções, mas, principalmente, também adotando comportamentos de líderes, independentemente de exercerem funções de chefia na instituição. Outro fator que também contribui para o fortalecimento da equipe é o conhecimento que todos devem ter sobre o papel que o líder deve desempenhar, assim, passam a entender melhor as razões pelas quais muitas decisões são tomadas por parte de seus superiores hierárquicos. Desta forma, um dos primeiros paradigmas que proponho que sejam revistos, a esta altura, é o de que o assunto liderança deva ser tratado apenas com “chefes”, muito pelo contrário, acredito que quanto mais o disseminarmos dentro da escola, entre as pessoas que nela trabalham, mais estas estarão preparadas para serem promovidas a cargos hierárquicos superiores e a assumirem novas responsabilidades, ou seja, estarão realmente mais aptas a tomarem suas decisões com maior assertividade.

No entanto, queremos que fique muito claro que a liderança não é uma posição hierárquica, um cargo que a instituição possa delegar a alguém. Liderança é uma condição que alguém deve conquistar no seu ambiente de trabalho. Porém, para que esta pessoa seja bem sucedida, neste desafio, é fundamental que ela tenha claro para si, repostas a questões como: “O que é liderar?”, “Como o líder deve se relacionar com seus liderados?”, “O líder pode mandar?”, “Como tratar pessoas que não querem ser lideradas?”, “Qual o melhor modelo de liderança?”, “Como formar uma equipe de trabalho?”, entre muitas outras. Estas são algumas das quais nós convivemos no dia-a-dia, porém, se queremos nos tornar líderes, certamente teremos que trabalhar para eliminá-las do nosso cotidiano. O líder é a pessoa que trabalha com foco no resultado e na satisfação das pessoas da sua equipe. Ele, como o chefe, precisa garantir que os resultados sejam satisfatórios para a empresa, mas, diferentemente do chefe, ele faz questão que estes resultados sejam alcançados com a satisfação e alegria de todos os integrantes da sua equipe.

Outra distorção que normalmente encontramos nas empresas é quanto à formação de uma equipe de trabalho. Contratar pessoas e as colocar para trabalharem juntas num ambiente ou num mesmo projeto, não quer dizer que sejam uma equipe, mas um grupo de trabalho. Para que possamos transformar este grupo em uma equipe é fundamental que tenhamos tempo, para conhecer as pessoas, seus pontos fortes e os pontos que devam ser melhorados em cada um. Na verdade, construir uma equipe é, antes de tudo, construir um relacionamento sólido, baseado em sinceridade e transparência entre todos os integrantes desta equipe.

Portanto, não basta apenas coragem ou mesmo competência técnica para assumirmos uma nova responsabilidade. Para garantirmos a satisfação dos envolvidos com os resultados gerados por nós, é fundamental que tenhamos na nossa bagagem, como complemento, os comportamentos de um líder, seja qual for a nossa área de atuação, médicos, advogados, engenheiros, administradores, publicitários, etc., evitando assim que estejamos envolvidos em situações semelhantes às que relatamos a seguir: “a idéia era fantástica, não sei porque não conseguimos realizá-la...”, “se tivéssemos tido mais colaboração ...”, “se as pessoas não tivessem nos boicotado ...”, “se tivéssemos percebido antes ...”. Enfim, o que podemos afirmar com certeza é que faltou um líder neste processo, alguém que conseguisse envolver as pessoas, trazê-las para o projeto, comprometê-las com o resultado.

Nesse momento, podemos até nos perguntar, de maneira bastante simples e direta: porque é importante para uma escola ter líderes? A reposta, também simples e direta seria a seguinte: o que coloca a instituição em condições de se tornar e, principalmente de se manter líder no seu segmento de negócio, são os líderes que ela possui no seu quadro de colaboradores. São eles que têm as condições adequadas para movimentar toda a estrutura do estabelecimento de ensino e principalmente, a partir da qualidade dos recursos humanos, manter a escola na direção dos objetivos que tenha traçado para si.

Sendo assim, a minha conclusão sobre a importância de líderes nas equipes educacionais é que sempre que tivermos um à frente de um projeto, os resultados serão alcançados de maneira mais produtiva e as pessoas envolvidas serão mais alegres e, certamente, profissionais mais qualificados, tornado deste modo à escola mais preparada para superar a competitividade que o mercado hoje apresenta de forma muito acirrada.

ARTIGO - Comunicação Oral e Escrita em Português

Analisando o diálogo dos profissionais financeiros e a literatura existente sobre a matéria, observa-se a existência de várias diferenciações referentes à língua portuguesa.

Partindo da metáfora de que a língua é um relógio em constante movimento e a gramática reflete apenas um dia do calendário, nota-se a dificuldade da língua escrita absorver simultaneamente as evoluções temporais da linguagem. Até mesmo a globalização, está propiciando a entrada de termos estrangeiros na língua portuguesa, em um fenômeno de extrema velocidade.

Nota-se que o português falado no Brasil é bem diferente do sotaque falado na pátria mãe Portugal, existindo similitudes somente na língua escrita. Existem vários relatos de brasileiros em viagem às terras lusitanas que não compreendem o que é falado pelos patrícios.

Além disso, não se pode ouvidar as diversas pronúncias regionais de nosso país continental. Mesmo que o governo federal insista em apresentar uma gramática padrão de norte a sul, as diferenças linguísticas não podem ser padronizadas. Os discursos produzidos pelos parlamentares no Congresso Nacional retratam bem a diversidade oral de nosso idioma.

Assim, deve o legislador combater o preconceito global, afinal o português deve ser mais valorizado iinternacionalmente do que o espanhol, pois o Brasil é a maior potência da América Latina. O fato de existirem mais países que falam espanhol não justifica a desvalorização da língua, pois é preciso uma nova atitude social, recusando a aceitação de dogmas de línguas ditas "fortes" como o inglês e o espanhol, para adotar uma postura crítica em relação à tal fenômeno, demonstrando que, ao usarmos a língua portuguesa, tanto na modalidade oral como na escrita, estamos valorizando o Brasil.

Nos negócios, não adianta substituir o português pelo espanhol ou inglês, pois, valorizando a língua pátria teremos mais força nas negociações internacionais.

ARTIGO - Afinal, vamos reformar o quê?


Procuro entender porque tanto se discute sobre reformas. Parece que virou moda. Fala-se em reforma tributária, reforma trabalhista, reforma previdenciária, reforma política, reformas e mais reformas.

Posso até estar enganado, mas acredito que o melhor seria começar tudo do zero, pois fico com medo do monstro que pode ser criado, tentando remendar algo que nunca funcionou.

Um exemplo do que pode acontecer numa reforma é o caso da COFINS e do PIS.

Sob a falsa idéia de que seria o começo de uma grande reforma tributaria, e, com a justificativa de não haver perdas significativas de receitas “podendo comprometer os programas sociais do Governo”, criaram uma alíquota muito maior para as empresas tributadas com base no Lucro Real. Estas empresas recolhiam o PIS e COFINS nas alíquotas de 0,65% e 3,00% respectivamente, sobre o faturamento, passaram a recolher 1,65% de PIS e 7,60% de COFINS, num sistema de apuração semelhante ao ICMS (Débito e Crédito). As empresas mais prejudicadas por esse sistema foram as Prestadoras de Serviço, que não possuem créditos suficientes. Em conseqüência disso a arrecadação dessas duas contribuições foram as que mais cresceram em comparação com outros impostos e contribuições administrados pela Receita Federal.

Tenho absoluta certeza de que não adianta gastarmos energia discutindo, o quê e quando reformar, enquanto não elaborarmos um projeto de longo prazo para o Brasil.

Enquanto nossas lideranças não sentarem à mesa, sem a necessidade de mostrar que o partido A, ou o partido B, têm o melhor projeto para nosso país. O que assistimos e “consentimos” é uma verdadeira guerra de interesses. Não culpo somente nossos políticos por isso, pois eles também são reféns de um sistema que eles próprios criaram e agora não sabem como fazer para sair dele. Ou seja, o partido vencedor, quando chega ao poder, esquece a maioria dos projetos iniciados pelos governos anteriores, que por mera coincidência, não eram dos seus próprios partidos ou aliados, e, por isso considerado ruins, para mostrar aos eleitores, que seu partido é muito melhor que o outro. Resultado: Milhões de reais desperdiçados em projetos inacabados.

E o que dizer da Reforma Tributária. Qualquer administrador que estiver no poder tentará criar mecanismos que façam a arrecadação aumentar. É claro que o lobby dos setores mais fortes acabará conseguindo alguns benefícios em detrimento da maioria dos setores produtivos. E isso acontece porque nossa Constituição criou vários mecanismos que vinculam os gastos ao valor das receitas obtidas. Ou seja, o governo não consegue gerar superávit suficiente para os investimentos necessários ao crescimento de nosso País e acaba gastando muito mal os recursos arrecadados.

Nossos Estados estão totalmente endividados e sem recursos para investimentos, gerando a chamada “Guerra Fiscal”. A maioria dos nossos municípios está literalmente quebrada – vivem dos minguados repasses da União. E ainda se fala em criarem mais Estados e Municípios.

De nada adiantará fazermos “remendos”, pois é isso que acontecerá com as chamadas “reformas”, enquanto não fizermos uma profunda mudança política, com a participação de todos os setores da sociedade, e, um novo Pacto Federativo com uma melhor distribuição da arrecadação entre União, Estados e Municípios. Só assim, com um sistema político forte e independente, com partidos comprometidos com os anseios da população é que conseguiremos construir um novo País.

Se não começarmos agora, nossos filhos e netos pagarão muito caro por nossa omissão.

CONTABILIDADE - Planejamento tributário da microempresa e empresas de pequeno porte

INTRODUÇÃO
O alto índice tributário no Brasil, com os seus mais de 70 diferentes impostos, taxas e contribuições que estão no contexto da carga tributária imposta ao contribuinte brasileiro, segundo o instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT é o terceiro maior do mundo.

Normas tributárias como veremos é o que mais existem para as empresas cumprirem. Podemos observar que para cada empresa existem em média 3.203 normas, devido a essa grande quantidade de procedimentos, as empresas gastam cerca de R$ 30 bilhões por ano para manter pessoal, sistemas e equipamentos no acompanhamento das modificações da legislação.

Pesquisas do SEBRAE revelam que 59,9% das empresas encerram suas atividades dentro dos seus quatro primeiros anos de vida, e deste universo 96% são microempresas. Existem muitas aberturas de empresas, porém o seu alto índice de mortalidade indica que há uma necessidade muito grande de estudar e aplicar o planejamento tributário no intuito de reverter essa situação e dar continuidade ao desenvolvimento econômico do Brasil.

Para as empresas a questão tributária deixou de ser uma preocupação exclusiva do momento de recolher tributos, e passou também a fazer parte dos planejamentos estratégicos. Nesse momento surge a necessidade de uma atividade empresarial envolvendo gerencia administrativa e contadores com o objetivo de conhecer e aplicar o menor custo tributário, para obter um maior lucro e garantir uma longa sobrevivência.

Este trabalho por ter seu foco no planejamento tributário da microempresa e empresas de pequeno porte. No entanto, o objetivo deste estudo é enfatizar a importância e a necessidade do planejamento tributário como uma ferramenta eficaz que propõe alternativas legais aplicáveis na tributação. Utilizando de possibilidades existentes na lei que possam gerar operações tributárias menos onerosas possíveis para o contribuinte.

Nesse momento é indispensável à participação do profissional da área contábil e do direito para que juntos possam analisar a situação da empresa, fazer um planejamento tributário de forma eficaz para que se alcance bons resultados, aplicando a legislação de forma adequada e a melhor forma de tributação onde poderão fazer a diferença entre o sucesso ou o insucesso da empresa.

1- NORMAS TRIBUTADAS NO BRASIL DESDE A CONTITUIÇÃO DE 1988
Segundo o IBPT, foram editadas mais de 3,5 milhões de normas em 18 anos de vigência da atual constituição. Representando 534 normas editadas todos os dias ou 783 normas editadas por dia útil.

No âmbito federal foram editadas 141.771 normas desde a promulgação da constituição Federal. Em média, foram editadas 21,57 normas federais por dia ou 31,60 normas federais por dia útil nestes 18 anos. Enquanto que as normas federais gerais totalizam 141.771, as tributárias são 26.104, correspondendo um percentual de 18,41%.

Na esfera estadual as normas gerais editadas foram 891.112, em média foram editas 135,55 por dia ou 198,64 por dia útil. Sendo que as normas tributárias correspondem um total de 69.488.

Já no âmbito municipal foram editadas 2.477.920 normas desde a constituição de 1988, em média foram editadas 376,93 normas por dia ou 522,37 normas por dia útil. E as normas tributárias correspondem um total de 134.024 nestes últimos 18 anos.

Do total das normas gerais editadas de 3.510.804, entre federal, estadual e municipal, destas 12,02% ou 421.999 estavam em vigor quando se completou 18 anos de constituição. Enquanto que das 229.616 normas tributárias editadas, apenas 7,03% ou 16.142 estavam em vigor em 05 de outubro de 2006.

2- QUANTIDADE DAS NORMAS TRIBUTÁRIAS EM VIGOR PELA ÓTICA DAS EMPRESAS
Segundo o IBPT, a média das normas editadas por cada empresa é de 3.203, sendo que elas não atuam em todos os estados e municípios, ou seja, cada empresa tem que observar e cumprir 55.767 artigos, 33.374 parágrafos, 23.497 incisos e 9.956 alíneas. Isso corresponde a 5,5 quilômetros de normas. Devido a essa grande quantidade de normas as empresas gastam cerca de R$ 30 bilhões por ano para manter pessoal, sistemas e equipamentos no acompanhamento das modificações da legislação.

3- COMPOSIÇÃO DAS EMPRESAS POR ESTABELECIMENTO NO SETOR PRIVADO NO BRASIL
Segundo o Sebrae-SP, em 2004 havia 5.110.285 estabelecimentos no setor privado. Desse total 5.028.318 estabelecimentos eram compostos de Microempresa e Empresa de Pequeno Porte. Conclui se que as MPE´s se destacam com 98% de estabelecimentos enquanto que as MGEs estão apenas com 2%.

O setor de serviços nas grandes e médias empresas responde pelo maior número de estabelecimentos que correspondem a 72%, enquanto 11% estão no comercio e 14% nas indústrias. Grande parte desses serviços são influenciados pelo sistema bancário, que opera com muitos números de filiais. Mesmo desconsiderando o sistema bancário o setor de serviços ainda se destaca com maior número de estabelecimentos.

Já nas MPE´s 56% dos estabelecimentos encontram se no comércio, 30% em serviços e 14% na indústria. Nas microempresas e empresas de pequeno porte o comércio lidera com maior número dos estabelecimentos, em segundo os serviços e em terceiro a indústria.

Nas microempresas e empresas de pequeno porte, no comercio em geral há forte presença de produtos de baixo valor unitário, vendidos a varejo e associados ao atendimento das necessidades básicas da população, como por exemplo: (alimentos, vestuário e materiais de construção). Nesse grupo de empresas as escalas de operações são muito baixas, segundo a RAIS (2004), em média existem 02 empregados com registro em carteira, por estabelecimento.

Já nas grandes e médias empresas verifica-se que requer elevado volume de recursos que envolvem grandes escalas de operações, tais como mercados com 300 a 5.000m2). A venda desses produtos requer um elevado valor unitário, como exemplo os estabelecimentos de veículos, eletrodomésticos e hipermercados. Segundo a Relação Anual de Informações Sociais - RAIS, nesse grupo de empresas, em média, havia 113 empregados com registro em carteira, por estabelecimento.

4- CAUSAS DO FECHAMENTO DA EMPRESAS
Foram apresentadas 12 questões para escolha dos entrevistados sobre as causas da mortalidade precoce das empresas, feita pelo SEBRAE. Na opinião dos empresários entrevistados que tiveram suas empresas extintas, em primeiro lugar estão às falhas gerenciais, em segundo as causas econômicas conjunturais, em terceiro a logística operacional e em quarto políticos públicas e arcabouço legal.

Segundo SEBRAE, os dados das pesquisas concluem que as causas da alta mortalidade das empresas no Brasil estão fortemente relacionadas, em primeiro lugar, as falhas gerenciais na condução dos negócios, seguida de causas econômicas conjunturais e tributação. As falha gerenciais, por sua vez, podem ser relacionadas à falta de planejamento na abertura do negócio, levando o empresário a não avaliar de forma correta, previamente, dados importante para o sucesso do empreendimento, com a existência de concorrência nas proximidades do ponto escolhido, a presença potencial de consumidores, entre outros fatores.

4.1- CUSTO SOCIAL E ECONÔMICO DA MORTALIDADE
De acordo com o levantamento das taxas de mortalidade sobre o total de empresas registradas nos três anos de 2000 à 2002, estima se o fechamento de 772.679 empresas, além da perda de 2,4 milhões de ocupações, contribuindo para o crescimento das taxas de desemprego e da atividade informal. Percebe se ainda um desperdício da ordem de 19,8 bilhões de inversões na atividade econômica.

Dados o resultado da pesquisa, que indicou como uma das principais causas do fechamento prematuro das empresas as falhas na condução gerencial e no planejamento no inicio de um novo negócio, cabe ao SEBRAE, aprimorar e intensificar seus programas de capacitação empresarial, voltados à formulação de planos de negócios, gestão de empresa, aprimoramento e acompanhamento contábil das MPE’s, uma vez que os dados contábeis dão maior confiabilidade e consistência para que se possa verificar o sucesso ou insucesso da empresa.

Cabe também aos microempresários buscar consultoria dos profissionais da área contábil e do direito, principalmente aos tributaristas, ao abrir sua empresa, procurarem saber qual a melhor forma de tributação, se o ramo que pretende explorar está enquadrado no SIMPLES Federal, uma vez que muitas empresas prestadoras de serviços continuaram vetadas de participar.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A exigência cada vez maior do consumidor em busca de produtos e serviços de melhor qualidade com preço mais baixo requer cada vez mais do empresário buscar soluções que minimizem seus custos e maximizem suas lucratividades, gerando oportunidades de ampliar seu mercado. Levando em conta o estudo pesquisado, percebemos que há uma necessidade constante de inovação da legislação, reduzindo se a burocracia e criando mecanismo de incentivos para os microempresários.

O estudo apontou que é, também, fundamental o papel do profissional da contabilidade nesse processo; pois é o elo que avalia passo a passo a movimentação dos recursos utilizados, bem como orientar o empresário na solução dos problemas apresentados em cada fase de desenvolvimento de sua empresa. Assim sendo, a eficácia do planejamento tributário depende da escrituração contábil regular, do acompanhamento de sua contabilidade gerencial, observando os princípios fundamentais e normas brasileiras de contabilidade e a legislação tributária em vigor.

O trabalho nos mostrou ainda, que o alto índice de mortalidade é justamente a não aplicação de um planejamento tributário adequado, de uma contabilidade ineficiente e de um gestor não capacitado. Como podemos observar a maioria das vezes essas empresas são gerenciadas pelo próprio dono sem formação nenhuma dos aspectos negociais. Parece claro que essa ineficiência nos leva a analisar que se cada empresário fosse obrigado a ter um certificado de conhecimento geral básico do ramo da atividade que pretende explorar, oferecido por órgãos competentes como SEBRAE ou Entidades de controle, como o CRC, no momento em que ele fosse registrar sua empresa, poderia assim, quem sabe, estar dando um grande e importante passo para uma maior longevidade dessas empresas, contribuindo de forma decisiva para redução da informalidade no Brasil.

REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição Federal, de 3 de outubro de 1988.. Brasília: Imprensa Nacional, 1988.
_____. Lei nº 9.317, de 5 de dezembro de 1996. Dispõe sobre o regime tributário das microempresas e das empresas de pequeno porte. Brasília: Imprensa Nacional, 1996.
_____. Lei nº 9.732, de 11 de dezembro de 1998. Altera os limites da receita das microempresas e empresas de pequeno porte. Brasília: Imprensa Nacional, 1998.
_____. Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005. Altera os limites da receita das microempresas e empresas de pequeno porte. Brasília: Imprensa Nacional, 2005.
_____. Lei nº 9.841, de 5 de outubro de 1999. Institui o estatuto da microempresa e empresa de pequeno porte. Brasília: Imprensa Nacional, 1999.
_____. Lei nº 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Institui a legislação das sociedades por ações. Brasília: Imprensa Nacional, 1976.
_____. Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966. Dispõe sobre o sistema tributário nacional e institui normas gerais de direito tributário aplicáveis à União, Estado e Municípios. Brasília: Imprensa Nacional, 1976.
_____. Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006, Institui o estatuto nacional da Microempresa e empresa de Pequeno porte. Brasília: Imprensa Nacional, 2006.
_____. Decreto nº 5.028, de 31 de março de 2004. Altera valores dos limites fixados da receita bruta anual das microempresas e empresas de pequeno porte. Brasília: Imprensa Nacional, 2004.
_____. Medida Provisória nº 275, de 29 de dezembro de 2005. Altera a Lei que institui o sistema integrado de pagamento de impostos e contribuições das microempresas e das empresas de pequeno porte. Brasília: Imprensa Nacional, 2005.
FERREIRA, Célio Augusto. Simples – imposto único para micro e pequenas empresas. Goiânia: AB, 1997.
NEVES, Silvério das; VICECONTI, Paulo. Eduardo V. Contabilidade avançada e análise das demonstrações financeiras. 13. ed. São Paulo: Frase, 2004.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

ECONOMIA - Endividamento Externo Brasileiro de 1500 a 2008

Nos últimos dias comentou-se do fim da nossa dívida externa, o que não é verdade, pois o que existe é um volume maior de aplicações brasileiras no exterior do que o saldo da dívida.

Sabe-se que a dívida externa começou já no descobrimento, pois Portugal precisava de recursos para construir navios, e a Inglaterra ofereceu libras esterlinas para o desenvolvimento dos estaleiros lusitanos.

De 1580 a 1640, o rei Felipe da Espanha governou Portugal. Depois de muita diplomacia, em 1641 a Inglaterra patrocina a re-independência de Portugal, mediante a criação uma taxa ad valorem 2% nos portos ingleses (produtos ingleses melhor qualidade e mais caros) e 14% no porto português. Como Portugal exportava somente bacalhau, vinho, cortiça, azeitona e óleo e importava produtos manufaturados ingleses, mês a mês a balança comercial ficava negativa para Portugal. O Ouro, diamante e pedras preciosas do Brasil foram então enviados em navios para Portugal, porém, no trajeto muitos eram atacados por corsários e a carga era capturada ou destruída (daí a expressão "Piratas do Caribe").

Em 1703 foi assinado o Tratado de Metwin, de proteção militar em troca de pagamento, entre o império britânico e Portugal, que não tinha poder militar para proteger suas colônias e a navegação das commodities. Durante mais de cem anos (1690 até 1822), todo o ouro brasileiro de Goiás e Minas Gerais, e todo o diamante da cidade mineira de Tijuco Preto (atual Diamantina), foi diretamente para a Inglaterra, capitalizando-a. Em 1804 ocorre a coroação de Napoleão Bonaparte, obrigando a família real portuguesa a desembarcar no Brasil em 1808, trazendo funcionários públicos e reacendendo os ideiais de liberdade.

O Brasil durante a sua independência foi obrigado a assinar tratado de comércio e navegação com a Inglaterra, como conditio sine quae non para obter o apoio inglês.

Portugal, por sua vez, exigiu vultuosa indenização para liberar o Brasil de ser sua colônia. Como o Brasil não tinha os recursos exigidos pela coroa lusitana, a Inglaterra, para não perder a dominação, paga a indenização a Portugal e o Brasil vira devedor em libras esterlinas, agravando a dependência econômica e o endividamento externo.

Em 1824 é promulgada a Constituição Imperial, com destaque para a criação do quarto poder (moderador).

A partir de 1840, no segundo reinado, para tentar reduzir o endividamento externo, D.Pedro II, solicitou empréstimos à Inglaterra para financiar a Guerra do Prata (visando o trigo do Uruguai e o gado da Argentina e Paraguai). Na guerra, que iniciou-se em 1851, aproximadamente 100 mil brasileiros foram mortos, de um exército composto por 200 mil brasileiros em guerra (efetivo semelhante ao atual). Com a vitória brasileira, a Inglaterra vetou a anexação destes territórios, pois era mais interessante reconstruir estes países destruídos. O Brasil venceu a guerra e não levou nada, só aumento de sua dívida.

A insatisfação com o reinado aumentou, culminando na Proclamação da República em 1889. O novo regime brasileiro iniciou-se com a chamada Política do Encilhamento, do ministro da justiça e fazenda, Rui Barbosa (Águia de Haia). Como não havia mercado interno no Brasil, ele queria uma rápida evolução do mercado.

Assim, os bancos poderiam emitir moeda (máquinas de tipografia inglesa vinham de navio). Qualquer contrato social registrado em junta comercial, permitia levantar um empréstimo do valor constante do capital. Infelizmente, a malandragem imperou e nenhuma empresa foi criada, para o desenvolvimento nacional.

Os bancos faliram e incêndios criminosos destruíram os arquivos das Juntas Comerciais. Ocorreu um prejuízo colossal ao Brasil, aumentando o endividamento interno e externo. Rui Barbosa foi acusado de corrupto e responsabilizado pelo maior escândalo da história econômica do mundo, gerando famílias do Rio de Janeiro milionárias, até os dias de hoje. Em 1910, Hermes da Fonseca, venceu Rui Barbosa nas eleições presidenciais.

Em Agosto de 1914, iniciou-se a 1a. Guerra Mundial. Os Estados Unidos, querendo que a guerra durasse muito tempo, vendeu armas para a tríplice aliança e para entente cordiale. Toda sua indústria foi convertida para bélica (v.g. guarda-chuva=fuzil, carro=tanque, baton=cartucho). Pensando que a guerra acabaria em 1925, os Estados Unidos se viram frustrados com seu final em novembro de 1918, pois não levaram em consideração o marxismo russo (março e outubro de 1917) e alemão (1918 duas revoluções marxistas: Rosa de Luxemburgo e abdicação do Kaiser em 7 de novembro, tirando a Alemanha da guerra externa).

Com a Europa exaurida não havia mais necessidade da indústria armamentista. Milhões de desempregados surgiram nos Estados Unidos, pois as indústrias, convertidas para bélica, ficaram paradas. Para não entrar em crise os Estados Unidos resolveram enganar o mundo utilizando a bolsa de valores para fintar os países.

A ação tem 3 valores:
1.NOMINAL (valor de face em dólares)
2.ECONÔMICO (mercado, tecnologia e diretrizes)
3.ESPECULATIVO (valor de bolsa)

Os Estados Unidos, aumentaram artificialmente o terceiro valor (especulativo) e enganaram o mundo, pois todas as suas empresas estavam falidas. O Brasil, de 1920 a 1929, visando maximizar seus lucros, entrou na bolsa americana, com o dinheiro dos cafeicultores de São Paulo.

Em 1929, ocorre o crack da Bolsa de Wall Street e, em uma semana, todas as ações viraram pó. Os Estados Unidos ficaram ricos, reaplicando o dinheiro investido em seu parque industrial, enquanto que o mundo faliu.

Como o Brasil perdeu tudo em 1929, surgiu Getúlio Vargas, com a política anti-cafeeira, queimando todos os cafezais paulistas, transformando São Paulo em uma grande fogueira (o que gerou a revolução constitucionalista de 09 de julho de 1932).

Em 1942, o Brasil assina o Tratado do Rio de Janeiro, saindo da dependência da Inglaterra e entrando na dependência capitalista dos Estados Unidos. O Brasil, perdeu a identidade cultural para a americana (escola, família e alimentação). Várias empresas norte-americanas entram no país.

Em 1955, o coronel médico J.K. assume a presidência e viaja para a Europa. Em plena guerra fria, atemorizada pela URSS, a Alemanha, resolve atender ao convite de J.K, instalando vinte empresas no Brasil. Este parque industrial alemão, gerou um milhão de empregos diretos e espalhou uma rede de concessionárias pelo país.

Em 1961 o Brasil, necessitando de recursos, faz o primeiro empréstimo com o Clube de Paris (Alemanha, Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Espanha, Estados Unidos, Finlândia, França, Holanda, Irlanda, Itália, Japão, Noruega, Reino Unido, Rússia, Suécia e Suíça). Com o fim da guerra fria, a Alemanha perde o interesse no Brasil e passa a investir na Argentina, que quer tomar o posto do Brasil, como potência sul-americana.

Na década de 70 o país aumentou seu endividamente para projetos de infra-estrutura, fazendo o Brasil recorrer ao Fundo Monetário Nacional. Em 1986 o Plano Cruzado, do presidente José Sarney, desequilibrou a balança comercial, culminando na moratória da dívida externa em 1987. Em 1994 foi assinado nos Estados Unidos o Plano Brady, trocando a dívida externa por bônus para pagamento futuro. O governo Fernando Henrique, neoliberal tecnológico globalizante, privatizou muitas empresas estatais que geravam receitas para o país. Sem as empresas estatais, o Brasil precisou urgentemente de uma reforma tributária para proporcionar recursos para sua burocracia estatal, além de financiar o déficit público. Em 1998 com a crise asiática e 2002 na transição política, o Brasil solicitou novos empréstimos ao FMI. Em 2005 o Brasil trocou os bônus por títulos vencíveis em 2040, quitando a dívida com o FMI e, em 2006, com o Clube de Paris. Em 2008 as reservas internacionais do Brasil superaram pela primeira vez, o valor da dívida externa cujo valor aproximado é 200 bilhões de dólares. Portugal, por sua vez, possui uma dívida externa de 310 bilhões de dólares.

ARTIGO - Networking: A idéia chave

A capacidade que possuem algumas pessoas de criar uma rede de contatos de forma aleatória e confiável gera múltiplas oportunidades no mercado globalizado e construção de novos relacionamentos profissionais que podem trazer benefícios muito maiores que uma carteira recheada de cartões de visita e diversos currículos espalhados. Conversas com novos conhecidos trazem inovação de pensamento e desafios baseados a novos pontos de vista corporativo.

O networking consiste na prática de desenvolver e explorar a sua rede de contatos e relacionamentos (“network”). A ampliação de rede de relacionamentos futuramente pode ocasionar laços fortes, além de proporcionar oportunidades de empregos baseados em confiança, competência e reciprocidade.

A utilização de testes psicológicos, dinâmicas de grupo e grafologia, métodos e técnicas aplicadas na seleção de candidatos para vaga na empresa já não são tão importantes quanto ao fator “Q.I” (quem indica). Esses contatos hoje são fundamentais na hora de procurar emprego, porque eles podem saber de oportunidades de vagas interessantes que você desconhece.

A prática do networking é fundamental para todos os profissionais, especialmente para aqueles que procuram novas oportunidades de trabalho, aqueles que saem das universidades e faculdades com pouca ou nenhuma direção em um mundo complexo e extremamente competitivo. São aquelas pessoas conhecidas como: professores, vizinhos, amigos, colegas de escola e faculdade, colegas de trabalho, ex-empregadores, clientes, fornecedores e parentes, enfim, todos aqueles que de uma forma ou de outra fazem parte do seu círculo de relacionamento, eles podem ser decisivos no desenvolvimento da sua carreira.
O networking trás benefícios tanto para profissionais que procuram vagas de emprego quanto para as empresas, uma vez que é bem vista e considerada em todas as esferas do mundo corporativo, pois eles conseguem acelerar seus processos seletivos graças às recomendações que recebem de seus próprios colaboradores, e o uso do networking como instrumento de recrutamento e seleção tem se intensificado e, é comum encontrar empresas que bonificam funcionários que auxiliam no preenchimento de vagas abertas, indicando amigos e conhecidos.

Para quem quer praticar networking com eficácia e eficiência basta seguir algumas recomendações a seguir:
- Procure estudar muito e se qualificar o máximo que poder. Estar atualizado é uma forma eficaz no combate ao conformismo, e mantenha sempre contatos com ex-colegas de faculdade, professores, ex-empregadores etc.
- Participe de cursos e palestras de capacitações profissionais, promovidas pelos conselhos e sindicatos da classe, e neste momento aproveite para distribuir seus cartões de visitas.
- Organize seus contatos e saiba quem são as pessoas, o que elas fazem, onde elas estão e como podem ser encontradas e contatadas com freqüência, busquem alianças e se comprometam.
- Engaje-se em serviços voluntários, pelo menos uma vez por semana, para se aproximar de novos contatos.

Estas dicas servem para conhecer mais as pessoas, enriquecer e ampliar suas experiências de vida. Seguindo esses conselhos é bem mais fácil aumentar e aprimorar a rede de relacionamentos e conseqüentemente conseguir um bom emprego no exigente mercado de trabalho.

NOTÍCIA - Nova forma de cobrar ICMS eleva preços

A nova forma de tributação de ICMS de alguns produtos adotada pela Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo resultou numa alta de 15%, em média, nos preços de produtos de higiene e limpeza em abril, segundo a Apas, associação de supermercados paulistas.

A área de higiene e limpeza está incluída entre os 13 setores nos quais o ICMS passou a ser recolhido pelo fabricante e não mais em cada etapa da cadeia de circulação do produto (indústria, atacado e varejo).

"A nova forma de cobrar ICMS [chamada de substituição tributária] causou uma confusão no mercado. Preços de produtos de higiene e limpeza já subiram 15%, em média, em abril. As empresas, especialmente pequenas e médias, adotaram o que estamos chamando de "índice de segurança", o que significa alta de preços", diz Martinho Paiva Moreira, vice-presidente da Apas.
A mesma situação se repete, segundo ele, nas linhas de bebidas e alimentos, como biscoitos e massas, nas quais o ICMS também passou a ser pago antecipadamente pelo fabricante.

"As empresas desses setores estavam acostumadas a recolher ICMS de um jeito e têm de recolher de outro. Para compensar eventuais erros, estão subindo os preços", diz.

Uma das maiores redes de supermercados do país informou que os produtos de higiene e limpeza estão 4% a 5% mais caros porque, por um ano e meio, não houve alteração de preços. No caso do sabão em pedra, o aumento da ordem de 30% nos últimos três meses, segundo a rede, decorre da elevação do preço do sebo por conta da alta da carne.

Reunião mensal
Representantes da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) estão se reunindo todo mês com funcionários da Secretaria da Fazenda paulista para discutir a adaptação de setores à nova forma de pagamento de ICMS.

Helcio Honda, diretor jurídico da federação, diz que a indústria paulista defende que a substituição tributária deveria ser adotada quando outros Estados utilizassem o sistema.

"Nós já alertamos a Fazenda paulista de que, para evitar problemas de competitividade com indústrias de outros Estados, é preciso intensificar a fiscalização para que esse período de transição seja o menos traumático possível", afirma.

Para fazer o recolhimento antecipado do imposto, o preço do produto vendido para o consumidor tem de ser presumido. A Fazenda paulista informa que o levantamento de preços tem sido conduzido pela Fipe e pela FGV e, como a base de cálculo de ICMS não mudou, não se justifica alta de preços.

"A substituição tributária opera como se a mercadoria tivesse um único preço cobrado pelo mercado. Como os preços não são iguais, haverá desvios. Quem cobra mais pode pagar proporcionalmente menos imposto. Além disso, esse sistema elimina a vantagem tributária de contribuintes varejistas enquadrados no Supersimples, já que, pagando o ICMS "na fonte" [no fabricante], as suas mercadorias passam a ter carga tributária idêntica à de contribuintes no regime normal", diz o consultor Clóvis Panzarini.